RETRATO FALADO
Sou cético
até do ceticismo.
Pássaro novo na beira
do abismo,
às vezes,
não crer é a mais profunda fé.
De repente,
creio superlativamente em tudo
sem nem precisar de Deus
ou de um Iluminismo qualquer.
O anjo que me guarda
deve ser mudo:
fala uma língua de sinais e opera por concretudes.
Sou cético no pensamento
e crente nas atitudes.
Do Livro "Orionãoseideque que nasce não sei onde" que pode ser comprado no site: http://www.worldartfriends.com/store/
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Nossa pesquisa iniciou-se com a finalidade refletir sobre o papel do texto literário (prosa, poema e drama), de outras maneiras de expressão artística (cinema, artes plásticas, artes cênicas...) e de formas escritas do cotidiano (cartas, postais, e-mails, manifestos, abaixo-assinados, notícias de jornais e periódicos...) como elementos facilitadores e motivadores para a escrita e reescrita de textos por alunos surdos de diferentes faixas etárias e graus de escolaridade. Foram realizados alguns estudos de casos referentes a ações concretas de professores de alunos surdos de diferentes faixas etárias em contextos escolares e comunitários diferentes. Foram reunidas e interpretadas fontes escritas relativas ao tema da pesquisa. Foram desenvolvidas, aplicadas e testadas atividades concretas nas quais estudantes surdos e ouvintes fizeram uso de textos literários e de outras maneiras de expressão artísticas para entrarem em contato com textos (termo aqui compreendido, numa perspectiva afinada com as reflexões de Mikhail Bakhtin, como aquilo que diz respeito a toda produção cultural fundada na linguagem) em Língua Portuguesa e em LIBRAS. Não nos foi possível testar efetivamente com crianças surdas a produção de textos escritos em Língua Portuguesa.
Como resultado secundário, mas não menos relevante, a pesquisa proposta reuniu algum material com manifestações literárias, expressões artísticas e formas discursivas do cotidiano que tenham como suporte a Língua Brasileira de Sinais em diálogo com a Língua Portuguesa ou com a tradição literária ocidental.
Área de concentração:
Linguística, Linguística Aplicada, Artes, Literatura, Educação, Estudos Culturais.
Para baixa relatório de pesquisa completo sobre surdez e outros escritos sobre o tema: http://www.4shared.com/dir/34716657/182668e1/sharing.html
Como resultado secundário, mas não menos relevante, a pesquisa proposta reuniu algum material com manifestações literárias, expressões artísticas e formas discursivas do cotidiano que tenham como suporte a Língua Brasileira de Sinais em diálogo com a Língua Portuguesa ou com a tradição literária ocidental.
Área de concentração:
Linguística, Linguística Aplicada, Artes, Literatura, Educação, Estudos Culturais.
Para baixa relatório de pesquisa completo sobre surdez e outros escritos sobre o tema: http://www.4shared.com/dir/34716657/182668e1/sharing.html
quinta-feira, 1 de abril de 2010
POÉTICA DO TEMOR ANIMAL
Não me peçam nenhum conselho.
Tenho uma alma de águia
e um coração de coelho.
Desconheço solenemente aquele sujeito no espelho.
A alma voa, vislumbra, persegue, deságua...
O coelho se abriga acuado entre meus joelhos.
Disso resulta uma certa mágoa,
o desconforto de fera caçada, o destrambelho.
E logo aqui vêm buscar conselho?
Tenho apenas na alma a tromba-d’água
fazendo tremer o coração, inútil aparelho.
Isto é tudo... Ah, e a constante mágoa
fonte do poema, antigo recurso que desaconselho.
Mas é divertido, ao menos, ver o coelho de anágua
e a alma rindo de si no espelho.
Poema de meu novo livro O rio Nãoseioquê que nasce não sei onde, breve publicado pela Corpus/WAF) . O texto de todo o livro está no link: http://www.4shared.com/dir/34716657/182668e1/sharing.html
Para baixar ou adquirir o livro pela internet:
http://www.worldartfriends.com/store/
Não me peçam nenhum conselho.
Tenho uma alma de águia
e um coração de coelho.
Desconheço solenemente aquele sujeito no espelho.
A alma voa, vislumbra, persegue, deságua...
O coelho se abriga acuado entre meus joelhos.
Disso resulta uma certa mágoa,
o desconforto de fera caçada, o destrambelho.
E logo aqui vêm buscar conselho?
Tenho apenas na alma a tromba-d’água
fazendo tremer o coração, inútil aparelho.
Isto é tudo... Ah, e a constante mágoa
fonte do poema, antigo recurso que desaconselho.
Mas é divertido, ao menos, ver o coelho de anágua
e a alma rindo de si no espelho.
Poema de meu novo livro O rio Nãoseioquê que nasce não sei onde, breve publicado pela Corpus/WAF) . O texto de todo o livro está no link: http://www.4shared.com/dir/34716657/182668e1/sharing.html
Para baixar ou adquirir o livro pela internet:
http://www.worldartfriends.com/store/
Para baixar textos teóricos, reflexões e anotações sobre: a função da arte no Ocidente, a importância da leitura, interdisciplinaridade, fronteiras imaginárias, minorias de poder, alteridade e identidade, feminismo, multiculturalismo, literatura de autoria feminina, Hilda Hilst, Caio Fernando Abreu, João Cabral de Melo Neto, José J Veiga, Roberto Freire, Fernando Pessoa, Freud, Marcuse, Bataille, João Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade: http://www.4shared.com/dir/34716657/182668e1/sharing.html
Trecho de entrevista com Jorge Mautner:
"Um momentinho. Insatisfação faz parte da satisfação. O sentir-se na estranheza e ser estranho eu acho que é o início de qualquer nível de consciência. Nossa estranheza. O que nós estamos fazendo aqui, falando aqui? Isso é estranhíssimo. A minha gatinha é estranha, essa planta, essa folha, é a coisa mais estranha do mundo. Essa pêra. É tudo muito estranho, gente! Essa capacidade de (perceber) essa diferença e essa estranheza o tempo todo é que vai marcar o artista, o pensador, e também todo mundo, hoje em dia está tudo massificado, democratizado, né? O Big Brother é um exemplo disso.
Link: http://www.4shared.com/dir/34716657/182668e1/sharing.html
"Um momentinho. Insatisfação faz parte da satisfação. O sentir-se na estranheza e ser estranho eu acho que é o início de qualquer nível de consciência. Nossa estranheza. O que nós estamos fazendo aqui, falando aqui? Isso é estranhíssimo. A minha gatinha é estranha, essa planta, essa folha, é a coisa mais estranha do mundo. Essa pêra. É tudo muito estranho, gente! Essa capacidade de (perceber) essa diferença e essa estranheza o tempo todo é que vai marcar o artista, o pensador, e também todo mundo, hoje em dia está tudo massificado, democratizado, né? O Big Brother é um exemplo disso.
Link: http://www.4shared.com/dir/34716657/182668e1/sharing.html
Texto de abertura do Poema Cênico: FÁBULA DA CRIAÇÃO DO HOMEM
NARRADOR:
(Velho camponês, roupas simples, pés descalços.)
Eu dormia ao pé de mim,
como um cão ao pé do dono.
E além do sonho e do sono,
entre a paixão e o abandono,
tive, então, esta visão...
(Para baixar texto integral, clique aqui: http://www.4shared.com/dir/34716657/182668e1/sharing.html )
NARRADOR:
(Velho camponês, roupas simples, pés descalços.)
Eu dormia ao pé de mim,
como um cão ao pé do dono.
E além do sonho e do sono,
entre a paixão e o abandono,
tive, então, esta visão...
(Para baixar texto integral, clique aqui: http://www.4shared.com/dir/34716657/182668e1/sharing.html )
Assinar:
Comentários (Atom)
